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Publicado postumamente em 1931 e reeditado pela última vez há mais de 30 anos, O Pobre de Pedir foi o último livro escrito por Raul Brandão, que o terminou dois meses antes de morrer. Sentindo o fim a aproximar-se, o autor recorreu à ficção para se confrontar com a própria mortalidade, mas acima de tudo para fazer um balanço honesto e sentido à forma como vivera. «A ideia da morte parece ser, tanto nesta como noutras obras de Brandão, algo como a medida de todas as coisas da vida», escreve João de Melo no prefácio a esta edição, que assinala os 150 anos do nascimento de uma personalidade fundamental da literatura portuguesa do século xx.

 

Na imprensa

«Tivesse Brandão sido louvado nos últimos anos e Sartre, Camus e companhia que se cuidassem. Muitos consideram que o existencialismo já está presente nestas linhas, uns 20 anos antes de os intelectuais franceses povoarem a “rive gauche” parisiense com debates sobre o sentido da vida.»

Ricardo Nabais, Visão

 

«Esta novela, escrita em três meses, deixa transparecer todo o profundo humanismo e transcendente sensibilidade de Raul Brandão, um autor que concentra na escrita uma espiritualidade e uma poesia que o identificam.»

Helena Coimbra, Deus Me Livro