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Depois de ver sucessivos livros seus apreendidos pela Censura do Estado Novo, Natália Correia aceitou o convite do visionário editor da Afrodite, Fernando Ribeiro de Mello, para organizar esta Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. «Finalmente num único livro», prometia a cinta que acompanhava o volume, publicado em dezembro de 1965, «a poesia maldita dos nossos poetas», «as cantigas medievais em linguagem atualizada», «dezenas de inéditos» e «a revelação do erotismo de Fernando Pessoa». A obra causou escândalo e foi apreendida pela PIDE, com vários dos intervenientes julgados e condenados em Tribunal Plenário, num processo que se arrastou durante anos. É agora republicada pela primeira vez com as ilustrações originais de Cruzeiro Seixas, incluindo também novos textos introdutórios e reproduções de documentos que contextualizam um marco histórico na edição em Portugal.

Na imprensa:

 «Uma antologia ainda hoje sem sucessoras convincentes na temática que privilegiou, e cuja publicação em peno salazarismo foi um gesto de óbvia relevância cultural e de uma audácia hoje difícil de avaliar plenamente.»

Luís Miguel Queirós, Público 

«Mais de meio século após o escândalo, os poemas continuam a deslumbrar os espíritos abertos e a fazer confusão a quem lida mal com o sexo e a sátira».

José Mário Silva, Expresso